Desenvolvido por Vivian Sardi
Coccidiose
Trata-se de uma infecção intestinal caudada por Isospora canis em cães e Isospora felis em gatos que afecta sobretudo animais juvenis.
Os sinais incluem a diarréia líquida, por vezes com vestígios de sangue podendo provocar atrasos de crescimento. O tempo de incubação da doença é de aproximadamente 13 dias.

Numerosos oocistos (ovos) são libertados nas fezes de animais infectados provocando a contaminação ambiental sendo responsável pela infecção de outros animais e pela reinfecção do hospedeiro original.

A coccidiose é altamente contagiosa e o seu agente é muito resistente à maior parte dos desinfectantes usados regularmente, pelo que pode ser um problema em canis e lojas de animais. Assim, para a sua prevenção, devem ser respeitadas regras de higiene bastante rigorosas evitando qua a comida e a água se misturem com fezes de cachorros e usando vaporizadores de água, ou soluções de amónia para desinfectar as instalações.

O diagnóstico é feito através de uma análise às fezes onde é possível detectar os ovos característicos da coccidiose.

O tratamento inclui a administração de antibióticos, podendo alguns casos requere a hospitalização para reverter situações de desidratação.

O prognóstico é geralmente bom e a coccidiose animal não é contagiosa para as pessoas.

Com a denominação acima são nomeadas as doenças parasitárias causadas por protozoários da ordem Coccidia. Nessa ordem zoológica destacam-se aqueles pertencentes ao gênero Eiméria ou Isospora, por serem parasitas tanto de animais domésticos como selvagens, causando-lhes enfermidades persistentes e tenazes principalmente quando criados em confinamento como é o caso de granjas ou parques zoológicos.

CONTÁGIO E PATOGENIA DA DOENÇA

Um determinado animal doente e infestado pela coccidia, ao defecar eliminará juntamente com suas fezes no terreno em que esteja alojado juntamente com suas fezes os chamados oocistos que são as formas de resistência do parasita, estes por suja vez determinando contaminação tanto do solo quanto da água de bebida, esta em geral disposta no mesmo local. Quanto menor a higiene do local, tanto maior o perigo de contágio para outros animais no mesmo local, tanto atraves da água de bebida ou ração, ou mesmo o próprio pasto servido e a disposição dos animais no local da criação. Outro fator importante nesse contagio, é a superpopulação de uma determinada área criatória, que exerce simultaneamente maior probabilidade de contagio entre esses mesmos animais nesse local alojados.

Os próprios filhotes de uma determinada fêmea, no ato de mamarem em sua própria mãe podem se contaminar com o parasita, pelo ato de ao sugar as mamas também as lambem, e caso as mesmas contaminadas por oocistos serão os mesmos ingeridos vindo a lhes causar também infestação e no caso, por serem ainda jovens, a doença se revestirá de maior gravidade.

Simultaneamente com o parasitismo são secretadas toxinas pelas coccidias , determinantes pelas vias hemáticas ou linfáticas dos chamados fenômenos complementares de intoxicação ou sensibilidade do animal, que se traduzem por coceiras ou sintomas mais severos e graves.

O diagnóstico da doença é feito por exame de fezes dos animais suspeitos, mediante técnica especial para pesquisa de protozoários. Porém, o exame clínico efetuado por profissional veterinário competente , é que avaliará ao mesmo tempo o estado geral dos animais da criação, seu estado geral e condições alimentares e de manejo, além da eliminação de outras possíveis moléstias que possam estar presentes concomitantemente, é o meio confirmatório do parasitismo na criação.

Além de mais de uma centena de espécies parasitas de Gansos, Marrecos, Patos, Faisã , Pombos e outras aves silvestres.

Dr. Carmello Liberato Thadei ( Médico Veterinário -